quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Temer assina decreto que congela 61 mil cargos federais


A maioria dos cargos já estavam vagos, e outros, a partir do decreto, não poderão ser preenchidos por concursos públicos
O presidente Michel Temer assinou, no inicio da tarde desta terça-feira (9/1) um decreto que congela cerca de 61 mil cargos federais na administração direta autárquica e fundacional.
A maioria dos cargos já estavam vagos, e outros, a partir do decreto, não poderão ser preenchidos por concursos públicos. Muitos deles são de nível mais inicial com remunerações mais baixas.
O decreto é assinado no mesmo dia em que o governo luta para tentar emplacar o nome de Cristiane Brasil como nova ministra do trabalho. A deputada é filha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e foi escolhida semana passada para substituir o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS) que, em dezembro do ano passado, pediu demissão.
A posse da deputada foi suspensa nessa segunda-feira (8/1) por uma decisão de primeira instância do juiz da 4ª Vara da Fazenda Nacional, Leonardo da Costa Couceiro.

Salários menores em concursos
Em 2017, o governo Temer definiu que os concursos realizados em 2018 terão salário inicial de R$ 2,8 mil para vagas de nível médio e de R$ 5 mil para postos que exigem ensino superior. A medida vale para todas as carreiras do Executivo federal e um projeto de lei será enviado ao Congresso Nacional para normatizar a decisão. A decisão foi tomada para gerar uma economia de até R$ 70 bilhões para o país ao longo da próxima década.
A proposta faz parte das medidas da equipe econômica para tentar reequilibrar as contas públicas. Além de limitar o valor inicial dos contracheques, os reajustes salariais programados para diversas carreiras em 2018 serão adiados para 2019. Somente com essa medida, o Executivo espera economizar R$ 9,7 bilhões.

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